Mãe de 7 filhos largou emprego com R$ 86 e hoje fatura R$ 6 mil: o medo não venceu

Monaliza Silva, mãe de 7 filhos, deixou o emprego CLT, investiu R$ 86 em sorvetes artesanais e hoje fatura R$ 6 mil mensais. História real de superação.

Abr 29, 2026 - 22:34
Mai 5, 2026 - 11:08
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Mãe de 7 filhos largou emprego com R$ 86 e hoje fatura R$ 6 mil: o medo não venceu
Mãe de 7 filhos empreendedora brasileira no seu negócio de comida

É o seguinte, bicho. Tem dia que você acorda e o único pensamento é: "Não consigo. Não dá. Tô cansado demais." Eu sei. Eu passei por isso. E se você tá lendo isso agora pensando em desistir do seu sonho, deixa eu te contar uma história que vai fazer você olhar pro seu problema e rir dele.

Ela tinha sete filhos, emprego de fábrica e um pé inchado

Monaliza Silva, 34 anos, mora em Carapicuíba, São Paulo. Mãe de sete filhos. Sete, bicho. De 5 a 17 anos. Trabalhava como operadora de máquina no turno da noite. De pé. O dia todo. Sabe o que é trabalhar de pé sendo mãe de sete? Eu não sei. Mas ela sabe. E sabe o que é pior? Durante a gravidez dos gêmeos, os caçulas, o pé inchava tanto que ela não aguentava mais. No quarto mês, já tava exausta.

Ela tinha todo motivo do mundo pra desistir. Todo. Emprego pesado, corpo pedindo arrego, sete bocas pra alimentar. Quando os gêmeos nasceram, ela ainda ficou seis meses naquele emprego. Mas não dava. Não dava pra conciliar. Médico, escola, colic, sono. Ela largou. E aí, bicho, vem a parte que separa quem sonha de quem faz.

Investiu R$ 86. O preço de dois almoços.

Em março do ano passado, Monaliza decidiu vender sorvetes artesanais no quintal de casa. Sabe quanto ela tinha? R$ 86. Não é erro de digitação. Oitenta e seis reais. Comprou embalagens, bases pros sabores morango, maracujá e menta. Usou o chocolate que já tinha em casa.

A inspiração veio da avó. Quando criança, ela via a avó fazer sorvete de milho e coco. "Um dia vou fazer outros sabores", pensou. Aos 13 anos já sabia a receita. A vida adulta enterrou o sonho. Até que o sonho bateu de volta na porta. Com sete filhos, sem emprego, com R$ 86.

O primeiro pedido no iFood demorou três dias. "Fiquei muito feliz. O coração pulava de alegria", ela conta. Três meses depois, vendia um ou dois por dia. Teve período que passou 15 dias sem uma única venda. Quinze dias, bicho. Quinze dias vendendo nada. Imagina a cabeça dela nesse momento. Imagina a vontade de jogar tudo pro alto.

O curso de R$ 2.335 que mudou o jogo

Monaliza não foi na sorte. Ela foi na rua. Fez curso no Senai. Desembolsou R$ 2.335 — quase tudo que tinha — pra aprender o "ponto da calda". Sabe o que é? É o segredo pra sorvete não cristalizar. Pra ficar cremoso. Profissional. Ela aprendeu sobre máquinas, processos, higiene. Descobriu que guardar sorvete junto com carne na geladeira de casa é contaminação cruzada. Arrumou um freezer. Começou a produzir de verdade.

Quarto mês: faturamento de R$ 3 mil. Sexto mês: entrou no 99Food e dobrou. Hoje? R$ 6 mil por mês. Vinte e três sabores. Ticket médio de R$ 35. Os filhos ajudam. O marido ajuda. A projeção pro ano é R$ 80 mil de faturamento.

Tudo começou com R$ 86. Com um pé inchado. Com sete filhos. Com medo. Com vontade de desistir.

O que ela tem que você também tem

Sei que você tá pensando: "Mas ela teve coragem. Eu não tenho." Errado, bicho. Ela não teve coragem. Ela teve medo. Igual você. A diferença é que ela começou mesmo com medo. Começou com R$ 86. Começou vendendo um por dia. Começou passando 15 dias sem vender nada.

Você não precisa de dinheiro grande. Precisa de começo pequeno. Você não precisa de garantia. Precisa de tentativa. Você não precisa sentir confiança. Precisa sentir medo e fazer mesmo assim.

Monaliza Silva, mãe de sete, ex-operadora de máquina, dona da Mona Gelato, provou uma coisa que eu aprendi vendendo picolé na praia de Boa Viagem: o começo é feio. É desesperador. É cheio de "não vai dar certo". Mas se você não começar, não dá certo mesmo.

Amanhã é dia de começar

Vai doer, bicho. Vai doer demais. Vai ter dia que você vai olhar pro espelho e não vai reconhecer a pessoa que resolveu empreender. Vai ter dia que a família vai dizer pra voltar pro emprego. Vai ter dia que você vai acreditar que não é capaz.

Mas aí você lembra da Monaliza. Com sete filhos. Com R$ 86. Com pé inchado e coração partido. E você lembra que ela começou. E hoje ela tem 23 sabores de sorvete. E uma projeção de R$ 80 mil pro ano. E orgulho. E história. E filhos que veem a mãe lutar.

Vai doer, mas vai valer. Amanhã é dia de começar.

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Pedro Almeira Santos Olha, eu comecei vendendo picolé na praia em Boa Viagem. Aos 16. Abri meu primeiro negócio aos 22. Quebrei aos 24. Sei exatamente como é acordar com medo, abrir mão de tudo, ouvir a família dizer pra voltar pro emprego. Mas também sei como é quando o primeiro cliente aparece. Quando o negócio começa a funcionar. Quando você olha pra trás e vê que valeu cada dia ruim. Escrevo aqui pra pessoas que tão começando, mermo. Sem promessa de fácil, sem atalho. Apenas a verdade de quem já passou por isso. Pernambucano do Recife, e amanhã é dia de começar.