De R$ 3 mil numa maleta a R$ 35 milhões: a história de Brenda e as semijoias que conquistaram o Brasil

Imagina so: uma paranaense de 32 anos que comecou carregando uma maleta de semijoias consignadas pelo Parana. Hoje faturou R$ 35 milhoes e emprega 120 mulheres.

Mai 4, 2026 - 11:35
Mai 5, 2026 - 11:08
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De R$ 3 mil numa maleta a R$ 35 milhões: a história de Brenda e as semijoias que conquistaram o Brasil
Empreendedora brasileira Brenda com semijoias que conquistaram o Brasil

Imagina so. Voce ta la no interior do Parana, com uma maleta de semijoias consignadas que pegou com sua tia. Vai de loja em loja, de cidade em cidade, pedindo pra lojista colocar suas pecas pra vender. Ninguem conhece a marca. Ninguem confia. Voce volta pra casa com a maleta cheia e o coracao vazio. E 2018. Voce tem 26 anos e R$ 3 mil no bolso.

A historia comeca assim. Brenda Piccirillo, paranaense, nascida em Cascavel. Aos 26 anos, largou o emprego de balconista pra vender semijoias que nao eram nem dela. Era consignado: pegava da tia, levava pras lojas, se viesse, ganhava comissao. Se nao viesse, devolvia. Risco zero pra tia. Risco total pra Brenda.

O dia que ela decidiu que nao era mais vendedora - era empresaria

Oxe, a virada veio quando? Quando Brenda percebeu que dependia da tia pra tudo. Preco, fornecedor, marca. Ela nao tinha controle de nada. E sem controle, nao tem negocio. E so um emprego disfarcado.

Ainda em 2019, ela comecou a montar estoque proprio. Primeiro comprava pecas prontas de fornecedores de Sao Paulo. Depois comecou a entender o mercado: escolha de produto, relacao com fornecedores, margem de lucro. Em 6 meses, ja tinha um escritorio pequeno e a primeira funcionaria.

Brenda lembra: Quando consegui um fornecedor de banho de confianca, eu ja garantia a qualidade da peca e conseguia repor. Nao foi magica. Foi metodo. Pouquinho a pouquinho, ela expandiu o mix de produto com pecas que ela queria desenvolver.

A evolucao de maleta pra fabrica

Em 2020, veio a pandemia. Brenda nao parou. Adaptou. Comecou a vender pelo Instagram, montou um atelie em casa, desenvolveu pecas 100% proprias. O processo evoluiu pra incluir modelagem em 3D, fundicao e acabamento. Cada peca passou a ser pensada por ela, nao por terceiros.

Em 2022, abriu a primeira loja fisica. Em 2023, franqueou. Em 2024, ja eram 30 lojas. Em 2025, 80. Hoje, em 2026, sao 120 unidades espalhadas por 18 estados. Faturamento acumulado: R$ 35 milhoes. E o mais impressionante: 100% da equipe de producao sao mulheres.

Visse? A maleta de 2018 virou um imperio de 2026.

O que essa historia ensina

Primeiro: o comeco humilde nao e fracasso. E laboratorio. Brenda aprendeu mais carregando maleta do que qualquer curso de administracao poderia ensinar. Ela entendeu o mercado de perto, sentiu a dor do cliente, conheceu o produto na raiz.

Segundo: depender de alguem e nao ter negocio. Quando Brenda dependia da tia, nao tinha controle. Quando assumiu o proprio caminho, comecou a crescer. Empresa nao nasce quando voce tem dinheiro. Nasce quando voce tem decisao.

Terceiro: adaptacao nao e desistir. A pandemia poderia ter sido o fim. Virou laboratorio. Brenda nao parou de vender. Parou de depender de loja fisica. E descobriu que o digital era mais forte que o presencial.

A licao que ficou

Minha avo dizia que historia boa e aquela que faz a pessoa rir, chorar e querer levantar da cadeira. A historia de Brenda faz tudo isso. Porque ela nao e sobre semijoias. E sobre coragem. E sobre uma mulher que decidiu que R$ 3 mil era o suficiente pra comecar - e provou que era.

Imagina so. A maleta ainda existe em algum lugar. So que agora e historia. E historia boa e aquela que faz voce olhar pra sua propria vida e pensar: se ela conseguiu, eu tambem consigo. Oxente, se nao te fizer sentir, eu nao fiz meu trabalho.

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Fernanda Costa Minha avó dizia que história boa é aquela que faz a pessoa rir, chorar e querer levantar da cadeira. Eu cresci ouvindo isso na mesa de família em Salvador, rodeada de tios que tinham histórias de superação pra contar toda refeição. Aos 35 anos, já profilei mais de 80 empreendedores pra contar as histórias deles do mesmo jeito. Imagina só, tá? Você tá lá no meio da história. Oxente, se eu não te fazer sentir, eu não fiz meu trabalho. Colunista de Histórias de Sucesso. Baiana, causadeira, e convicta de que toda história de negócio tem uma virada que parece filme.